A província do Moxico Leste marca presença no 3º Fórum Económico Angola–RDC, que decorre em Kinshasa, com o vice-governador Pedro Camilo Sapula a integrar a delegação angolana no evento.
O encontro reúne representantes dos dois países para analisar e acelerar medidas voltadas à formalização e modernização do comércio transfronteiriço, com enfoque na redução da burocracia, maior eficiência nos postos fronteiriços e criação de um ambiente mais atractivo ao investimento.
Durante o fórum, o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, destacou que estas iniciativas estão alinhadas com compromissos regionais e internacionais, visando simplificar procedimentos aduaneiros, harmonizar normas e reforçar o uso de plataformas digitais. O objectivo é tornar o comércio mais ágil, transparente e acessível, sobretudo para pequenos e médios operadores.
Entre as acções em curso, destaca-se a modernização do posto fronteiriço do Luvo, que pretende combater o comércio ilícito, facilitar a circulação de mercadorias e aumentar a arrecadação de receitas para o Estado.
Apesar da forte predominância do comércio informal nas zonas fronteiriças, fundamental para a subsistência de muitas famílias, o Executivo angolano defende uma transição gradual, inclusiva e organizada para o sector formal, assegurando benefícios tanto para os comerciantes como para a economia nacional.
Mulheres e jovens, principais protagonistas desta actividade, continuam a enfrentar desafios como elevados custos de transacção, limitações logísticas e falta de informação. A formalização surge, assim, como uma oportunidade para melhorar as suas condições de trabalho e ampliar a sua participação no mercado formal.
Paralelamente, Angola tem vindo a implementar reformas estruturantes para dinamizar o comércio externo, com destaque para a digitalização de processos, o reforço institucional e a aposta na produção nacional, com vista à redução progressiva das importações.
Com estas iniciativas, Angola e a RDC pretendem não apenas reforçar o comércio bilateral, mas também impulsionar a integração económica regional de forma mais inclusiva e sustentável.